terça-feira, 7 de julho de 2026
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Semana do Fazendeiro é reconhecida como patrimônio imaterial de Viçosa

Semana do Fazendeiro é reconhecida como patrimônio imaterial de Viçosa

Projeto aprovado pela Câmara inclui evento tradicional entre bens culturais do município

A Câmara Municipal de Viçosa aprovou, durante a 21ª Reunião Ordinária, o Projeto de Lei 34/2026, que declara a Semana do Fazendeiro como Patrimônio Cultural Imaterial do município. A proposta é de autoria do vereador Raphael Gustavo.

O projeto foi votado em plenário após tramitação iniciada em junho. Na primeira votação, realizada no dia 15, o autor apresentou justificativa baseada na trajetória do evento e em sua presença contínua no calendário local. A Semana do Fazendeiro teve início em julho de 1929, na então Escola Superior de Agricultura e Veterinária, atual Universidade Federal de Viçosa.

Segundo o texto aprovado, o objetivo é reconhecer a relevância sociocultural da iniciativa e assegurar sua valorização institucional. A proposta também prevê incentivo à continuidade das atividades ao longo dos anos.

O evento foi criado com a finalidade de promover troca de experiências e capacitação no meio rural. Desde a primeira edição, ocorre anualmente em Viçosa. Ao longo do tempo, passou a integrar a rotina da cidade e a reunir participantes ligados ao setor agrícola e à comunidade acadêmica.

A matéria também registra que a proposta segue critérios definidos pela Lei Complementar 01/2026. A legislação estabelece parâmetros para o reconhecimento de patrimônio imaterial, considerando fatores como identidade coletiva, memória social, tradição e continuidade histórica.

Com a aprovação, a Semana do Fazendeiro passa a integrar o conjunto de bens culturais reconhecidos no município. Entre outras manifestações já incluídas estão a produção do Doce de Leite Viçosa, a Festa de Santa Rita de Cássia, a Festa de São Silvestre e a Marcha Nico Lopes.

A decisão da Câmara formaliza o reconhecimento do evento dentro da política municipal de preservação cultural. O texto segue para os trâmites legais posteriores.

Foto: Danielo Sotto Maior