sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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Projeto propõe reconhecer o SEARA como patrimônio cultural de Viçosa

Projeto propõe reconhecer o SEARA como patrimônio cultural de Viçosa

Proposta do vereador Rogério Fontes prevê o reconhecimento oficial do evento, realizado durante o carnaval e que chegou à 39ª edição em 2026

A Câmara Municipal de Viçosa analisa o Projeto de Lei nº 86/2026, que propõe reconhecer o SEARA como Patrimônio Cultural Imaterial do município. De autoria do vereador Rogério Fontes, conhecido como Tistu (PP), a proposta busca formalizar o valor histórico, cultural e comunitário do evento, realizado anualmente durante o período do carnaval.

Em 2026, o encontro chegou à sua 39ª edição. A iniciativa teve início em 1988, quando um grupo de jovens ligados à Renovação Carismática Católica organizou uma programação carnavalesca voltada à convivência, à reflexão e à espiritualidade. Naquele primeiro ano, o evento recebeu o nome de “Rebanhinho”. Em 1989, passou a ser denominado oficialmente SEARA.

Ao longo das décadas, o encontro ampliou sua programação e seu público. A iniciativa também estabeleceu uma dinâmica de participação entre diferentes gerações. Antigos participantes retornam como voluntários, organizadores e palestrantes, contribuindo para a recepção dos novos participantes e a continuidade do evento.

A justificativa do projeto destaca que a importância cultural do SEARA não se limita à dimensão religiosa. A documentação acumulada ao longo dos anos inclui produções audiovisuais, fotografias, registros documentais e memórias relacionadas à história recente de Viçosa.

A organização do encontro envolve voluntários em atividades de acolhimento, infraestrutura e comunicação. Segundo a justificativa da proposta, o evento também recebe visitantes de diferentes regiões do país, contribuindo para divulgar o nome do município nos cenários estadual e nacional.

Reconhecimento cultural

O texto do projeto estabelece que o reconhecimento deve considerar as dimensões histórica e comunitária do SEARA, além da preservação da memória coletiva. A proposta também destaca o respeito à diversidade cultural e à liberdade de crença, conforme os princípios constitucionais de proteção à cultura.

O reconhecimento como patrimônio imaterial não prevê que o Poder Público assuma a organização ou a direção do evento. A medida também não estabelece privilégios, mas formaliza juridicamente uma tradição desenvolvida pela comunidade ao longo de quase quatro décadas.

Caso a proposta seja aprovada, o reconhecimento poderá contribuir para incentivar pesquisas, catalogar acervos e desenvolver ações de educação patrimonial relacionadas à história do encontro.

O Projeto de Lei nº 86/2026 segue em análise pelas comissões temáticas da Câmara Municipal de Viçosa. Após essa etapa, a proposta deverá ser submetida à votação em plenário.

Informações: Câmara Municipal de Viçosa