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Polícia Civil cumpre mandados em Viçosa contra fraude bilionária envolvendo as Lojas Havan

26 de março de 2026


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Ação coordenada pela DEIC de Santa Catarina investiga organização criminosa que utilizou dados da gigante do varejo para aplicar golpes em todo o país. Em Viçosa, equipes realizaram buscas para identificar envolvidos na lavagem do dinheiro ilícito.

A manhã desta quinta-feira (26/03/2026) foi marcada por uma intensa movimentação policial em Viçosa. A cidade foi um dos alvos da "Operação Dublê", deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina (DEIC), com o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais, para desarticular uma sofisticada rede de estelionato e lavagem de dinheiro que utilizava indevidamente o nome da empresa Havan S.A.

O Alvo em Viçosa

Embora o centro das investigações esteja em Florianópolis (SC), Viçosa foi identificada como um ponto estratégico na rota de pulverização dos recursos financeiros obtidos ilegalmente.

  • Mandados: Equipes cumpriram ordens de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de atuar como "interpostas pessoas" (laranjas) ou operadores do esquema na região.
  • Objetivo: Foram apreendidos dispositivos eletrônicos e documentos que visam comprovar a conexão de moradores ou empresas locais com a organização que operava em estados como São Paulo e Paraná.

Como Funcionava a Fraude

A investigação começou após a descoberta de uma conta bancária aberta fraudulentamente em uma plataforma de pagamentos usando o CNPJ e dados empresariais da Havan, sem qualquer autorização da varejista.

  • Movimentação Relâmpago: Em apenas 24 horas (agosto de 2025), a conta recebeu cerca de R$ 576.000,00 vindos de vítimas de golpes aplicados em todo o Brasil.
  • Táticas de Lavagem: O grupo utilizava o método de mirroring (repasses imediatos de valores idênticos) e fragmentação de depósitos para dificultar o rastreamento pelos órgãos de controle financeiro.

Próximos Passos

Os materiais coletados em Viçosa serão enviados para a Delegacia de Defraudações em Santa Catarina para perícia. Sete suspeitos principais já foram identificados em todo o país e podem responder por:

  1. Estelionato: Pela aplicação dos golpes nas vítimas.
  2. Falsidade Ideológica: Pela abertura de contas com dados falsos.
  3. Lavagem de Dinheiro: Pela ocultação e dispersão dos valores.

A Polícia Civil de Minas Gerais segue colaborando com o intercâmbio de informações para verificar se há mais ramificações do grupo operando em outras cidades da Zona da Mata.