terça-feira, 23 de junho de 2026
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PCMG divulga próximos passos da investigação sobre acidente em Juiz de Fora

PCMG divulga próximos passos da investigação sobre acidente em Juiz de Fora

Criança de dois anos faleceu e sua irmã, de 9, continua internada

A Polícia Civil de Minas Gerais, informou, em coletiva realizada na última quinta-feira, 7 de novembro, os próximos passos na investigação sobre o acidente de veículos ocorrido na noite de 13 de outubro na Serra do Bandeirantes, em Juiz de Fora. A colisão resultou na morte de Ângelo Gabriel Rodrigues de Mendonça, de 2 anos, e deixou sua irmã, de 9 anos, internada em estado grave na Santa Casa de Misericórdia.

Segundo o delegado responsável, Rodrigo Rolli, a condutora investigada, de 36 anos, foi denunciada ao 190 por um motorista que alertou a Polícia Militar sobre seu comportamento perigoso na direção. O denunciante relatou que a motorista apresentava sinais de embriaguez, fazia ultrapassagens arriscadas e dirigia perigosamente pela Estrada Engenheiro Gentil Forn. Cerca de dez minutos após a ligação, o carro conduzido pela investigada invadiu a pista contrária, colidindo frontalmente com o veículo que transportava a família das vítimas.

No acidente, o menino Ângelo Gabriel foi socorrido, mas teve morte cerebral confirmada em 16 de outubro. Sua irmã, de 9 anos, sofreu ferimentos graves e, após apresentar melhora em seu quadro de saúde, respira atualmente sem aparelhos, mas segue internada.

A polícia apurou que a motorista investigada percorreu aproximadamente 11,6 quilômetros em 24 minutos, entre o local de um churrasco no bairro Aeroporto e o ponto do acidente. Testemunhas relataram que ela havia consumido bebida alcoólica durante o evento, onde permaneceu por cerca de nove horas. Câmeras de segurança registraram o trajeto feito pela condutora até a colisão. Além disso, uma garrafa de cerveja foi encontrada em seu veículo.

Na manhã de quinta-feira, a motorista foi intimada a depor, mas preferiu exercer o direito ao silêncio. A investigação ainda aguarda o prontuário médico da menina hospitalizada e o laudo pericial que determinará a velocidade do veículo. Segundo o delegado Rolli, a condutora afirmou estar sensibilizada pela situação, especialmente por também ser mãe. Testemunhos de bombeiros e policiais que atenderam à ocorrência indicaram sinais de embriaguez, mas o exame clínico realizado cerca de quatro horas após o acidente não detectou níveis de álcool no sangue.

Além das duas crianças, outras três pessoas ficaram feridas: os pais das vítimas, de 28 e 29 anos, a terceira filha do casal, de 6 anos, e um motorista de aplicativo, de 29 anos, que conduzia o carro da família no momento da colisão. A motorista investigada foi inicialmente levada à Delegacia de Plantão de Santa Terezinha, onde prestou depoimento e foi liberada após se recusar a fazer o teste do bafômetro.

Informação PMMG: Polícia Militar de Minas Gerais