Ação da Promotoria de Viçosa e de coordenadorias estaduais reverteu o alvará de soltura de um homem de 21 anos antes que ele deixasse a prisão. Réu é acusado de tentativa de homicídio contra seis policiais militares no bairro Laranjal.
Em uma operação jurídica de alta complexidade e rapidez, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve, na última quinta-feira (19/03/2026), a revogação do alvará de soltura de um detento considerado de alta periculosidade. O réu, ligado a uma organização criminosa, quase foi colocado em liberdade após uma decisão de primeira instância fundamentada no adiamento de seu julgamento.
A revogação foi fruto de um recurso interposto pela Promotoria de Justiça de Viçosa ainda na madrugada de quinta-feira. O trabalho contou com o apoio técnico de diversas coordenadorias do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Segurança Pública (CAO-SEP) e do Núcleo de Atuação Interinstitucional (NAI).
O relaxamento da prisão havia sido determinado anteriormente devido à ausência justificada da Defensoria Pública em uma sessão do Tribunal do Júri. Entretanto, o MPMG argumentou — e a Justiça de segunda instância acatou — que a soltura representava um risco real à ordem pública e de fuga, visto que o réu é natural de Juiz de Fora e não possui vínculos com a cidade de Viçosa.
O Perfil do Réu e o Crime no Laranjal
O acusado, de 21 anos, possui um histórico infracional que remete à sua adolescência. Ele é apontado como um dos protagonistas de uma violenta disputa territorial entre facções rivais no bairro Laranjal, em fevereiro de 2024.
- O Confronto: Na ocasião, o réu e outros comparsas foram flagrados pela Polícia Militar disparando contra um ponto de tráfico rival.
- Ataque à PM: Durante a intervenção, houve uma intensa troca de tiros. Mesmo após ser atingido, o acusado continuou disparando contra a guarnição composta por seis policiais militares.
- Prisão: Ele foi capturado em posse de armas de fogo de uso restrito. Um dos suspeitos que o acompanhava morreu no confronto.
Decisão Determinante
A magistrada relatora destacou que a manutenção da prisão é essencial para garantir a aplicação da lei penal, especialmente considerando que um corréu do mesmo caso já foi condenado pelos mesmos crimes. “Uma decisão importante, visto que se trata de um detento faccionado e de alta periculosidade”, afirmou o promotor de Justiça Claudio Barros, coordenador da Cojur.
O réu permanecerá sob custódia do sistema prisional enquanto aguarda a nova data para o seu júri popular, onde responderá pelas tentativas de homicídio contra os agentes de segurança.
