sábado, 27 de junho de 2026
Urgente

Câmara aprova regras para comércio digital em Viçosa

Câmara aprova regras para comércio digital em Viçosa

Projeto define critérios para funcionamento de negócios online em áreas residenciais, comerciais e industriais

O comércio eletrônico em Viçosa passará a seguir regras específicas para funcionamento após a aprovação do Projeto de Lei nº 27/2026 pela Câmara Municipal. A proposta, de autoria do vereador Rogério Fontes, foi aprovada em definitivo durante a reunião ordinária realizada na segunda-feira (11).

O texto estabelece critérios para o funcionamento de atividades ligadas ao comércio digital em diferentes zonas da cidade, incluindo áreas residenciais, comerciais e industriais. A medida trata da organização dessas atividades e define limites conforme o tipo de operação exercida pelos empreendedores.

De acordo com o projeto, atividades consideradas de baixo impacto urbano poderão funcionar em imóveis residenciais. Entre elas estão o atendimento virtual, a gestão de pedidos e ações de marketing digital. Nesses casos, o funcionamento não poderá incluir atendimento presencial ao público, nem gerar circulação intensa de pessoas ou armazenamento significativo de mercadorias.

Já empresas que atuam com estoque, logística, carga, descarga e expedição frequente de produtos deverão se instalar em locais compatíveis com uso comercial ou industrial. A exigência segue as regras de zoneamento urbano do município.

O projeto também determina a obrigatoriedade da consulta de viabilidade junto à Prefeitura antes da emissão do alvará de funcionamento. Esse procedimento tem como objetivo verificar se a atividade atende às normas urbanísticas, ambientais e de mobilidade urbana.

Outro ponto previsto é a possibilidade de condomínios restringirem a realização dessas atividades, conforme seus regimentos internos. O texto ainda autoriza o município a solicitar estudos simplificados de impacto urbano em situações específicas.

Na justificativa apresentada, o autor apontou que o crescimento do comércio eletrônico nos últimos anos aumentou o número de negócios operando em residências. Segundo ele, esse cenário passou a gerar conflitos de vizinhança, além de aumento no fluxo de veículos e questionamentos sobre a legalidade dessas atividades.

Com a aprovação em definitivo pela Câmara, o projeto segue agora para sanção do prefeito.